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domingo, 24 de setembro de 2017

Janot pediu autorização a Temer para investigação internacional contra Serra.Temer negou



No início deste ano, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu autorização ao Michel Temer para uma investigação internacional envolvendo o senador José Serra, que ocupava o Ministério das Relações Exteriores na época. No entanto, pouco mais de sete meses depois, a autorização para o início das apurações, por meio da formação de uma força-tarefa com investigadores da Espanha, ainda não saiu.

O episódio só veio à tona agora, menos de uma semana depois de Janot ter deixado o cargo de procurador-geral. O portal G1 teve acesso à gravação de uma reunião de trabalho dele com procuradores-gerais sul-americanos, na qual fala sobre o assunto em tom de irritação. O encontro aconteceu no dia 23 de agosto, na sede da Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, Janot desabafou sobre como o governo brasileiro, segundo ele, vinha dificultando a liberação de equipes conjuntas de investigação.

“Houve a criação, no âmbito do Ministério da Justiça, de órgão chamado DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional), que originalmente não tinha essa vocação, que depois absorveu a matéria de formação de equipes conjuntas. Depois, ao longo do tempo, se viu que o objetivo foi exatamente esse: de criar embaraços na formação dessas equipes conjuntas, de um lado, e, de outro, ter acesso às provas sigilosas que muitas vezes envolvem pessoas do próprio Executivo”, disse Janot no áudio obtido pelo G1.

Sobre o episódio envolvendo José Serra, Janot contou que a Espanha havia identificado uma empresa que transferia dinheiro para campanhas de políticos brasileiros e recebia suborno quando contratada no Brasil. O problema, disse à época, era que a tramitação do assunto no governo passaria pelo próprio Serra, então ministro das Relações Exteriores. Caberia a ele, como chanceler, produzir o texto que formalizaria a equipe de investigação conjunta.

“Eu, naquela época, eu ainda não tinha uma ação penal contra o presidente nem investigação. Fui ao presidente da República e disse: ‘Presidente, como é que nós vamos montar uma equipe conjunta cujo objeto é investigar o chanceler se esse ato deve ser feito pelo chanceler?’ Depois que o DRCI libera a parte técnica, ele é feito pelo chanceler’”, contou Janot, narrando sua conversa com Temer.

Segundo Janot, Temer teria respondido que o texto seria tratado, então, pela Casa Civil e pelo Ministério da Justiça.

“Isso tem uns seis meses. Não houve um ato de instrução sequer no pedido de investigação de equipe conjunta com a Espanha”, desabafou Janot no encontro com procuradores sul-americanos.

Na gravação, Janot cita outras exemplos de obstáculos criados pelo governo brasileiro para investigações em conjunto com autoridades de outros países, como Suíça, França e Argentina.

Ele contou que, ainda no ano passado, o procurador-geral da Suíça comunicou ao Brasil a identificação de cerca de mil contas bancárias de brasileiros, cujos valores haviam sido bloqueados para investigação. O suíço, porém, disse que o MP local não teria estrutura para analisar as contas e propôs repassar os dados ao Brasil. Como como a equipe conjunta não começou a funcionar, a Suíça teve de desbloquear as contas pela ausência de investigação, segundo Janot.

Na conversa com colegas sul-americanos, o ex-procurador-geral também afirmou que, em razão dos obstáculos, a França foi “desaconselhada” a formular um pedido de equipe conjunta.

A agenda oficial da Presidência registra uma reunião entre Janot e Temer no dia 15 de fevereiro, às 17h30. Uma semana depois, em 22 de fevereiro, Serra pediu demissão do cargo de ministro, alegando problemas de saúde. Procurados pelo G1 por meio de suas respectivas assessorias, o Palácio do Planalto e o senador José Serra não quiseram comentar o episódio e as suspeitas. Janot também não quis se manifestar sobre suas declarações. O DRCI, órgão do Ministério da Justiça citado por Janot por onde passa a autorização para as equipes conjuntas, nega prejuízo ou atraso à investigação. Informações de  O Globo

PF quer levar telefones de Aécio, Andrea Neves e Perrella para fábrica nos Estados Unidos



PF quer levar telefones de Aécio e de Andrea Neves para fábrica nos Estados Unidos
Os policiais não conseguiram acessar os dados dos aparelhos no Brasil

Sem conseguir acessar os dados dos telefones apreendidos na operação cujos alvos foram, entre outros, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), sua irmã Andréa Neves e o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), a PF pediu autorização ao STF para levar os equipamentos aos Estados Unidos, onde o fabricante pode dar uma forcinha. A PGR está sendo consultada. Os investigadores só mudarão de ideia caso os suspeitos topem ceder as senhas para facilitar o trabalho dos policiais, algo improvável.

sábado, 23 de setembro de 2017

Não existe viagem grátis: Doria usa aeronave de empresa da qual se desligou para viagens



O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), utiliza avião de uma empresa da qual ele se desligou para suas viagens pelo Brasil e exterior.

Além disso, assessores do tucano receberam R$ 88 mil em diárias dos cofres municipais para acompanhá-lo nesses deslocamentos.

O jato Legacy que ele usa pertence formalmente ao banco Bradesco -segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), está em alienação fiduciária, isto é, ainda não foi totalmente quitado.

A aeronave é operada pela empresa Doria Administrações e Eventos, integrante do Grupo Doria. Quando venceu a eleição municipal, ele se desligou da companhia e passou o controle aos filhos.

Para especialistas, a situação leva aos mesmos questionamentos se a empresa fosse outra qualquer -e pode vir a ensejar acusação de improbidade administrativa ou conflito de interesses.

Questionada, a gestão municipal afirmou não ver problema, "afinal, não há qualquer relação entre a Doria Administração e Eventos e a Prefeitura de São Paulo".

Na segunda-feira (18), quando foi a Porto Alegre, o prefeito voltou a defender seus deslocamentos, movimentação que reforça sua projeção nacional para 2018.

"Minhas viagens e inclusive os assessores que aqui vieram, vieram no meu avião. [...] Nenhum valor sequer foi retirado dos cofres públicos da cidade", declarou.

O tucano alterna o uso do avião do Grupo Doria com o jato do advogado Nelson Wilians, que o defende e representa clientes em dezenas de ações contra a prefeitura.

Doria e Wilians trocam horas de voo um no avião do outro. O escritório do advogado é associado a três seccionais do Lide, empresa de eventos que Doria fundou e da qual também se desligou.

Para Carlos Ari Sundfeld, professor de direito da Fundação Getulio Vargas, quando usa o avião do grupo ou o de Wilians, "a situação é a mesma de quando Michel Temer usa o avião da JBS".

"É um chefe do Poder Executivo usando avião de terceiro, recebendo benefício de terceiro. Do ponto de vista da improbidade, o que gera é um risco de, no futuro, levantar dúvida se houve uma troca."

Para o professor Marcelo Figueiredo, da PUC, "a questão não é a propriedade [do avião], é quem está pagando por essa viagem. Vejo problema na utilização sem pagamento. É estranho".

"Em princípio, o administrador público não deve receber presentes, trocas ou qualquer benefício que possa direta ou indiretamente levá-lo a uma vantagem ou ainda colocá-lo em uma situação de suspeição. Essa é a regra do impedimento ético."

A informalidade na troca de horas com Wilians foi criticada por ambos os professores. O prefeito não respondeu se pretende reembolsar o Grupo Doria pelas viagens.

ACOMPANHANTES

Os custos das viagens se devem aos seus acompanhantes. Secretários municipais receberam em diárias R$ 22 mil e policiais militares que fazem a sua segurança, R$ 66 mil. A prefeitura diz que, deste montante, R$ 33 mil da PM foram devolvidos.

Sua assessoria observou que, "quando fala em não gerar custos para o município, Doria se refere às passagens, hospedagens e diárias de alimentação a que teria direito".

O secretário de Relações Internacionais, Julio Serson, recebeu um total de R$ 9.200 em diárias, sendo R$ 5.100 pela semana que passou em Dubai e Doha ao lado do prefeito, em fevereiro. Em abril, nos dois dias em que acompanhou Doria em Lisboa, Serson usou R$ 1.036.

No mesmo mês, a passagem de seis dias pela Coreia do Sul do secretário representou R$ 3.062 para a prefeitura. A de Sergio Avelleda (Transportes), R$ 6.171.As despesas estão no Sistema de Orçamento e Finanças da cidade

Wilson Poit, secretário de Desestatização, obteve R$ 3.465 da prefeitura nos três dias que passou ao lado de Doria em Nova York.

Daniel Annemberg (Inovação) recebeu R$ 3.134,54 para gastos descritos como de alimentação pelos nove dias na China com o prefeito.

Além dos secretários, PMs designados para fazer a segurança do prefeito receberam verbas no total de R$ 66 mil, sem prejuízo de seus salários. Metade do valor foi devolvida, segundo a gestão Doria.

Desde que sua eventual pré-candidatura a presidente da República, em 2018, começou a ganhar força, o prefeito de São Paulo intensificou a agenda de viagens. As informações são da Folha


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Siga o dinheiro – o que está por trás da “cura gay”



Eu quero apresentar um aspecto bem menos moral e mais pragmático da questão da “cura gay”. Chama “follow the money“. O Pastor Malafaia tem um escudeiro na Câmara: o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). Isso nem é segredo.

A coitadinha da psicóloga que entrou com a ação pela “cura gay” não é só psicóloga: é assessora do deputado Sóstenes.

Agora vamos fazer uma breve cronologia:

2011 – Malafaia investe numa rede de clínicas de recuperação;

2012 – Silas Malafaia investe mais ainda em clínicas de recuperação;

2013 – Marco Feliciano (PSC-SP) entra na chefia da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara (meu Deus do céu, PT…) e por pedido de Malafaia aprova o projeto da cura gay. Sim, foi NO MEIO daquela bagunça das manifestações;

2014 – Pr. Eurico (PHS-PE), outro da bancada jihadista evangélica, reapresenta o projeto da cura gay;

2015 – com Cunha presidente da Câmara, Marco Feliciano reapresenta DE NOVO o projeto da cura gay.

Depois de terem o mesmo projeto arquivado três vezes, a bancada evangélica decidiu que o jeito seria apelar pro Judiciário. E daí finalmente acharam um juiz que fosse conservador o suficiente pra tomar uma decisão que os agradasse

Bem, mas o que isso tem a ver com as clínicas de recuperação do Malafaia? É relativamente simples:

Vocês lembram no começo do ano quando o Dória queria levar a Cracolândia inteira pra clínicas de recuperação pagando diária para as clínicas? Isso geralmente ocorre com o conveniamento de clínicas para recuperação de dependentes junto à prefeitura ou ao estado. A clínica apresenta documentação, é conveniada e o estado paga mensalmente a quantidade de diárias de internação estabelecidas em contrato.

Pois bem, qual é o pulo do gato? Com a cura gay, pessoas poderão ser levadas pelos pais ou parentes num Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou num Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) buscando tratamento de reversão sexual. Daí o governo vai ter que credenciar clínicas que façam esses tratamentos, afinal é um direito de todos e dever do Estado.

Na hora de credenciar essas clínicas, quem estará lá todo feliz credenciando suas clínicas em busca de grana pública pra cura gay?

SILAS MALAFAIA

Não é coincidência que o lobby pela cura gay tenha começado logo após Malafaia montar a sua rede de clínicas de recuperação.

Vocês entenderam que Malafaia é muito mais perigoso que um mero pastor extremista? Ele quer usar a cura gay para captar dinheiro público. Por trás de todo moralismo há um motivo tacanho e hipócrita, não adianta. O do Malafaia é ganhar mais dinheiro.

Jesus: “é impossível servir a Deus e ao dinheiro”.

Paulo: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Esses trechos da Bíblia Malafaia não lê

Enfim, tá aí o esquema exposto.

 * Leonardo Rossetto é cientista social, mestre em Planejamento Territorial e especialista em Políticas Públicas.Congresso em foco

 

Doria dá espaço na Prefeitura de SP a empresas que se associam ao Lide, empresa dele



Após a eleição de João Doria (PSDB), o Lide, empresa de eventos que ele fundou, registrou filiações de multinacionais, e novos associados firmaram colaborações com a Prefeitura de São Paulo.

A Caixa Econômica Federal, banco 100% público controlado pelo governo federal, associou-se ao Lide em março, mesmo mês em que fechou parceria com a prefeitura no lançamento da Nota do Milhão, que substituiu a Nota Fiscal Paulistana.

Desde então, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, teve oito compromissos assinalados na agenda pública de Doria, três dos quais sorteios da Nota do Milhão.

O governo Temer, que controla a Caixa, aproximou-se de Doria nos últimos meses, ao mesmo tempo em que se afastou de seu rival interno no PSDB, Geraldo Alckmin.

Multinacionais como Starbucks e Burger King se associaram ao Lide, que conseguiu reverter o cenário de crise de 2015, quando perdeu 11 associados, e fechou 2016 com 32 novas filiações.

Uma das associadas do ano passado é a Uber, que entrou em novembro de 2016, mês seguinte à vitória de Doria no primeiro turno. Ao longo da campanha, o tucano defendeu reiteradas vezes a atividade da empresa.

Em 2017, a expectativa do presidente do Lide, Gustavo Ene, é manter o número de empresas associadas em torno das 1.797 atuais. Até agora, houve perda de 24 associados em 2017 em relação ao ano anterior, mas Ene diz que a maioria dos negócios é fechada no segundo semestre.

CONCOMITÂNCIA

Um cruzamento entre a lista de adesões ao Lide com a agenda de Doria na prefeitura mostra outras aproximações concomitantes.

Em março, a prefeitura lançou, em parceria com a Estre Ambiental, um aplicativo do programa Limpa-Rápido, com informações sobre serviços de limpeza, coleta e destinação de resíduos do município. Doria e o dono da empresa, Wilson Quintella, fizeram o anúncio do projeto juntos, na sede da prefeitura.

Em julho, a Estre Ambiental se associou ao Lide e, no mês seguinte, Quintella estampou a capa da revista "Lide" em reportagem sobre a necessidade de adaptação do mundo corporativo a tecnologias digitais.

Em determinados casos, filiações ao Lide foram precedidas e seguidas de audiências de seus dirigentes com o prefeito. É o que ocorreu com a Votorantim e a Brookfield, que aderiram à empresa em julho.

A Votorantim teve duas reuniões em junho e uma em agosto assinaladas na agenda do prefeito. A assessoria de Doria diz que ele não participou da última. A Brookfield teve uma audiência em março e outra em setembro.

ANUIDADES

Para ser uma associada do Lide, a empresa, primeiro, deve ser aprovada nos critérios do grupo, que incluem faturamento igual ou superior a R$ 200 milhões ou ser líder de mercado em seu segmento de atuação.

Depois, precisa pagar uma anuidade de R$ 10 mil, caso queira ter assento reservado para dois executivos nos eventos do Lide. Se quiser ter quatro cadeiras, será um cliente "gold" e para isso pagará R$ 16 mil por ano.

Exemplos dessa modalidade são o Bradesco (a partir de julho de 2017), cujos executivos já estiveram em quatro agendas oficias do prefeito desde que assumiu, e a IBM (após agosto de 2016), que teve dirigentes no gabinete de Doria duas vezes.

Afastado do grupo, o tucano não abriu mão do convívio empresarial. Seccionais do Lide o homenagearam em eventos pelo país. E em São Paulo, Doria esteve no palco da palestra no Lide de FHC. Da Folha

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Deputado do DEM é preso por dirigir bêbado



O deputado estadual paulista Milton Leite Filho (DEM), 39, foi detido e encaminhado no final da noite dessa segunda-feira (19) ao 27º Distrito Policial por constatação de embriaguez ao volante. O parlamentar é filho do presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, Milton Leite (DEM).

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, por volta de 23h, o deputado foi parado em uma blitz policial da Operação Direção Segura, na avenida Roberto Marinho, próximo ao cruzamento com a avenida Luiz Carlos Berrini, na região do Brooklin, zona sul de São Paulo.

Submetido ao teste do bafômetro, foi constatada a dosagem de 0,46mg/l, acima do limite de 0,05 mg/l tolerado pela Lei Seca. Ainda de acordo com a SSP, o parlamentar foi submetido a exame de sangue no IML (Instituto Médico Legal), mas o resultado ainda não foi divulgado.

O carro foi liberado e entregue à noiva do deputado, que o acompanhava. No DP, Leite Filho foi ouvido e liberado.

Na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), onde cumpre atualmente o terceiro mandato, Leite Filho preside a Comissão de Fiscalização e Controle da Casa.

Em 2005, outro filho do presidente da Câmara, o então estudante Felipe Leite da Silva, à época com 20 anos, foi preso sob a acusação de porte ilegal de arma. A PM informou, na ocasião, que ele havia sido flagrado com uma pistola com numeração raspada em uma blitz no Jardim Campo de Fora (zona sul de SP).O pai, que já era vereador, classificou como "um equívoco" o ato do filho.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Bate mais que ta pouco! Lula vence todos e em todos os cenários para 2018



Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte CNT encomendada ao MDA, divulgada nesta terça-feira (19), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança para as eleições de 2018.Lula está na frente em intenções para 1º turno tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea. Para o segundo turno, Lula lidera em todos os cenários em que aparece.

O levantamento aponta ainda uma consolidação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no segundo lugar das simulações, apontou o presidente da CNT, Clésio Andrade, e um alto índice de rejeição a todos os nomes colocados, o que pode favorecer o surgimento de um nome pouco ligado à política, um “outsider’.

“Um ponto importante nesses dados é que o Lula ganha em todos os cenários, tanto de primeiro quanto de segundo turno, Jair Bolsonaro consolida em segunda posição e a situação muito crítica do Aécio (Neves, do PSDB de Minas),  praticamente fora do jogo”, disse o presidente da CNT.

Segundo a pesquisa, Lula é o primeiro colocado na resposta espontânea, com 20,2 por cento dos votos, enquanto Bolsonaro ocupa a segunda posição com 10,9 por cento, seguido do prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), com 2,4 por cento.

O nome da ex-senadora Marina Silva (Rede) foi lembrado por apenas 1,5 por cento dos entrevistados, enquanto o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) por apenas 1,2 por cento cada.

Nas perguntas estimuladas, em que nomes pré-determinados são oferecidos aos entrevistados, Lula também é o que recebe a maior parcela de votos. No primeiro cenário de primeiro turno, Lula teria 32,4 por cento, seguido de Bolsonaro com 19,8 por cento, e de Marina com 12,1.

Aécio aparece em quinto lugar com apenas 3,2 por cento, atrás de Ciro que tem 5,3 por cento. Até um tempo atrás favorito para ser o candidato tucano, o senador mineiro Aécio chegou a ser afastado do mandato em maio por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo, após ser gravado em uma conversa com o empresário Joesley Batista na qual teria pedido 2 milhões de reais para pagar os advogados que fazem sua defesa em inquéritos na Justiça.

O tucano melhor colocado nas pesquisas é Doria, que angaria 9,4 por cento dos votos na quarta colocação em um cenário de primeiro turno que traz Lula na liderança com 32,7 por cento, Bolsonaro em segundo com 18,4 e Marina com 12 por cento.

No cenário em que o candidato do PSDB é Alckmin, o governador paulista também fica em quarto lugar, com 8,7 por cento dos votos. Com 32 por cento, Lula lidera, seguido de Bolsonaro, com 19,4 por cento, e de Marina com 11,4 por cento.

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 40,5 a 28,5 por cento; Doria, por 41,6 a 25,2 por cento; Alckmin por 40,6 a 23,2 por cento e Aécio por 41,8 contra 14,8 por cento.

A liderança de Lula na pesquisa se dá mesmo após o ex-presidente ter sido condenado em julho pelo juiz federal Sérgio Moro

Ocorre também depois de o ex-ministro Antonio Palocci ter acusado Lula, no início do mês. O ex-presidente diz que é inocente de qualquer ilegalidade.

A pesquisa foi realizada de 13 a 16 de setembro, em 137 municípios, com 2.002 pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais

Na pesquisa estimulada, Lula segue na liderança, com 32% das intenções de voto. Jair Bolsonaro aparece em lugar com 18,4% a 19,8% das intenções.

Veja os números:

Eleição presidencial 2018

1º turno: Intenção de voto espontânea

Lula: 20,2%

Jair Bolsonaro: 10,9%

João Doria: 2,4%

Marina Silva: 1,5%

Geraldo Alckmin: 1,2%

Ciro Gomes: 1,2%

Álvaro Dias: 1,0%

Dilma Rousseff: 0,7%

Michel Temer: 0,4%

Aécio Neves: 0,3%

Outros: 2,0%

Branco/Nulo: 21,2%

Indecisos: 37,0%

1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 19,8%, Marina Silva 12,1%, Ciro Gomes 5,3%, Aécio Neves 3,2%, Branco/Nulo 21,9%, Indecisos 5,3%.

CENÁRIO 2: Lula 32,0%, Jair Bolsonaro 19,4%, Marina Silva 11,4%, Geraldo Alckmin 8,7%, Ciro Gomes 4,6%, Branco/Nulo 19,0%, Indecisos 4,9%.

CENÁRIO 3: Lula 32,7%, Jair Bolsonaro 18,4%, Marina Silva 12,0%, João Doria 9,4%, Ciro Gomes 5,2%, Branco/Nulo 17,6%, Indecisos 4,7%.

2º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 41,8%, Aécio Neves 14,8%, Branco/Nulo: 39,6%, Indecisos: 3,8%.

CENÁRIO 2: Lula 40,6%, Geraldo Alckmin 23,2%, Branco/Nulo: 31,9%, Indecisos: 4,3%.

CENÁRIO 3: Lula 41,6%, João Doria 25,2%, Branco/Nulo: 28,8%,  Indecisos: 4,4%.

CENÁRIO 4: Lula 40,5%, Jair Bolsonaro 28,5%, Branco/Nulo: 27,0%, Indecisos: 4,0%.

CENÁRIO 5: Lula 39,8%, Marina Silva 25,8%, Branco/Nulo: 31,3%, Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 6: Jair Bolsonaro 28,0%, Alckmin 23,8%, Branco/Nulo: 40,6%, Indecisos: 7,6%.

CENÁRIO 7: Marina Silva 28,4%, Alckmin 23,6%, Branco/Nulo: 41,5%, Indecisos: 6,5%.

CENÁRIO 8: Jair Bolsonaro 32,0%, Aécio Neves 13,9%, Branco/Nulo: 46,4%, Indecisos: 7,7%.

CENÁRIO 9: Marina Silva 33,6%, Aécio Neves 13,0%, Branco/Nulo: 47,3%, Indecisos: 6,1%.

CENÁRIO 10: Jair Bolsonaro 28,5%, João Doria 23,9%, Branco/Nulo: 39,2%, Indecisos: 8,4%.

CENÁRIO 11: Marina Silva 30,5%, João Doria 22,7%, Branco/Nulo: 39,9%, Indecisos: 6,9%.

CENÁRIO 12: Marina Silva 29,2%, Bolsonaro 27,9%, Branco/Nulo: 36,7%, Indecisos: 6,2%.

Expectativa para os próximos 6 meses

O levantamento traz também expectativas da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança.

Emprego: vai melhorar: 25,7%, vai piorar: 35,4%, vai ficar igual: 36,0%

Renda mensal: vai aumentar: 22,1%, vai diminuir: 20,6%, vai ficar igual: 53,2%

Saúde: vai melhorar: 21,1%, vai piorar: 36,5%, vai ficar igual: 40,3%

Educação: vai melhorar: 25,0%, vai piorar: 29,4%, vai ficar igual: 43,6%

Segurança pública: vai melhorar: 16,6%, vai piorar: 45,7%, vai ficar igual:  36,2%

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Em jantar, Trump deve cobrar Temer sobre Venezuela



"O governo Trump vê o governo Temer como temporário e cheio de problemas", disse ele em apresentação na AmCham (Câmara Americana de Comércio). "Eles não têm porque se engajar mais, não sabem se o governo Temer estará aqui por muito tempo."  de acordo com Peter Schechter, especialista em política externa

Menos de uma semana após se tornar alvo de inquérito no STF por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro e de uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República de comandar organização criminosa e obstruir a Justiça, o presidente Michel Temer chega a Nova York nesta segunda (18) para sua participação na Assembleia Geral da ONU.

As cerca de 48 horas que deverá passar na cidade prometem ser um breve descanso em meio ao turbilhão da crise que enfrenta no Brasil.

Temer iniciará a agenda já com o mais importante compromisso: um jantar com o anfitrião Donald Trump e os colegas Juan Manuel Santos, da Colômbia, e Pedro Pablo Kuczynski, do Peru.

Interlocutores dos lados brasileiro e americano reconhecem que haverá pouca oportunidade para falar sobre temas bilaterais, como comércio —em especial a suspensão, pelos EUA, da importação de carne bovina in natura do Brasil.

O foco dos EUA para o jantar é a crise na Venezuela. E, segundo a Folha apurou, Trump espera ouvir de Temer propostas de ações que o Brasil possa tomar para pressionar mais o regime de Nicolás Maduro. Um exemplo citado é o movimento feito pelo Panamá, que recentemente estabeleceu a obrigatoriedade de visto a venezuelanos (com exceção para refugiados), atingindo pessoas do alto escalão do governo.

Nesta terça-feira (19), o presidente Donald Trump vai se posicionar em frente às placas de mármore do plenário da Assembleia Geral da ONU —que já chamou de "baratas"— para seu primeiro discurso às Nações Unidas, instituição definida por ele, em 2016, como "fraca e incompetente" e um "clube" para jogar conversa fora.

A abertura dos debates da Assembleia Geral será feita pelo Brasil, como é praxe, com o presidente Michel Temer (PMDB). Mas é o discurso da sequência, de Trump, o mais aguardado.

A ausência dos líderes Xi Jinping (China) e Vladimir Putin (Rússia) também sinaliza a atenção cada vez menor dada por nações influentes às Nações Unidas..

Temer  queria um encontro bilateral e buscava isso desde março, quando os dois presidentes se falaram por telefone e Trump disse que gostaria de receber Temer na Casa Branca. Mas a própria crise  - de corrupção - envolvendo o Temer se colocou como entrave principal para organizar uma visita de trabalho.

Na manhã de terça (19), Temer abrirá a sessão de debates da Assembleia Geral da ONU com seu discurso —é tradição que o presidente brasileiro o faça; no mesmo dia, reúne-se com líderes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Temer também participará, na quarta (20), da cerimônia de assinatura do tratado sobre proibição de armas nucleares, acordado entre 122 países. Potências nucleares, como EUA e Rússia, não fazem parte.

Antes de embarcar de volta, ele falará em um seminário sobre o Brasil promovido pelo jornal "Financial Times", na companhia do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.Na Folha

domingo, 17 de setembro de 2017

Depoimentos de Palocci sobre Lula têm contradições e mentiras sobre valores e datas



Os depoimentos do ex-ministro Antonio Palocci sobre as reuniões do ex-presidente Lula com o comando da Odebrecht para supostamente tratar de propina apresentam contradições com relação a valores e datas. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, em abril, Palocci afirmou que ouviu de Lula que a Odebrecht lhe repassara a informação de que tinha separado R$ 200 milhões para apoiar o PT, além dos recursos doados na campanha. Isso teria acontecido antes da eleição de 2010.

Já em setembro, Palocci afirmou que Lula teria feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht dias antes da posse de Dilma, garantindo R$ 300 milhões para suas atividades políticas e o PT, além de favores pessoais. Isso teria acontecido em dezembro de 2010.

Palocci foi condenado no dia 26 de junho a mais de 12 anos de prisão. Moro concluiu que o ex-ministro ordenou o repasse de US$ 10,2 milhões da Odebrecht ao marqueteiro João Santana por meio de depósitos no exterior.

O pagamento consta na planilha "Italiano", que controlou, segundo a delação dos executivos, desembolsos de R$ 133 milhões (dentro um saldo total de R$ 200 milhões) que a empreiteira fez de 2008 a 2014 

Quando depôs neste processo, em maio, Palocci negou as acusações, mas insinuou o desejo de fazer delação, dizendo-se "à disposição" da Justiça para dar "fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato". Na ocasião, o ex-ministro disse ter omitido alguns nomes "por sensibilidade da informação".

Poucos dias depois do depoimento, o advogado José Batochio, que defendia Palocci e é abertamente contra as delações, deixou o cliente, e o Palocci  passou a negociar um acordo com o MPF (Ministério Público Federal) por meio de outros defensores.

Ao condenar Palocci, Moro não gostou da postura do ex-ministro, afirmando que as indiretas sobre delação "soaram como uma ameaça" a investigados para que o ajudassem a ser solto. O ex-ministro foi preso há quase um ano, em 26 de setembro de 2016, na 35ª fase da Lava Jato.

Em primeira viagem ao Norte, Temer 'inaugura' ponte inexistente



O calor de quase 40 graus na região do rio Araguaia, entre as cidades de Ximbioá (TO) e São Geraldo (PA), foi o palco escolhido pelo Temer para anunciar uma ponte que não ficará pronta até o final de sua gestão. Foi a primeira vez dele como chefe do Executivo na Região Norte do País. A visita mudou a rotina de Ximbioá, que tem apenas 11.645 habitantes. As pequenas ruas - muitas sem asfalto - foram tomadas por homens do Exército que mantiveram Temer e sua comitiva blindados de qualquer possível incidente. A  região foi palco da guerrilha do Araguaia, entre o final da década de 1960 até o final de 1974.

Ele foi até lá para prometer a construção de uma ponte entre os dois Estados, pleito antigo e quase uma quimera para a população local. Disse, sem parecer ter conhecimento de que a obra está prevista para começar em janeiro e demorar três anos para ficar pronta, que gostaria de estar no governo em sua inauguração.  “O meu maior desejo seria agilizar com tanta velocidade essas pontes. Eu tenho mais um ano e meio de governo. Gostaria que antes do final do meu governo eu pudesse inaugurá-la. Acho que é difícil, difícil, mas nós temos que agilizá-la com esse propósito”, afirmou no palco que cedeu para a prefeita de Ximbioá, Patricia Evelin (PMDB), e para o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, também do PMDB. Miranda, a quem Temer chamou de “amigo”, é investigado e foi obrigado a depor no mês passado no âmbito da Operação Convergência, da Polícia Federal, que apura pagamentos indevidos justamente em obras de infraestrutura no Estado.

Temer  abusou na viagem da analogias entre pontes e a política. “E a ponte é isso, ela tem sempre, traz uma ideia de ligação: a ponte entre pessoas, a ponte entre Estados, a ponte entre bairros, a ideia é sempre de ligação, e eu confesso que estabeleci, meus amigos, muitas pontes no País, entre elas com a qualidade de promover uma pacificação entre os brasileiros.” Depois, concluiu: “E eu quero dizer a vocês que de todas as pontes que eu construí, eu levo daqui, passando depois para o Pará, eu levo a sensação de que a ponte mais importante que eu vou construir é a que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA). Não tenho dúvida disso.”

Temer  usou a palavra ponte como “fio condutor” de seus dois discursos tanto do lado do Tocantins como do lado do Pará. “A minha convicção é de que construir pontes, é fortalecer, digamos assim, o civismo e fortalecer amizades”, disse. “De modo que, ao cumprimentar a todos, eu quero mais uma vez dizer, que essas coisas elas não nascem espontaneamente. Não é o presidente da República, que diz: 'Olha, eu vou fazer lá uma ponte que liga dois estados'. Isto é fruto de um conjunto. Um conjunto de atividades. São pessoas que se unem, pautados pela sua vida pública.”
Mesmo sem entregar a ponte, ele disse que voltaria a Brasília com a alma incendiada.  “Eu volto com a alma incendiada para continuar a dirigir o País, com o apoio do povo de Tocantins”.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Rodrigo Maia chora pelo Rio, mas 'esquece' culpa de governos como do seu pai, Cesar



Numa cena demagógica regada a altas doses de oportunismo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e provável candidato a governador do Rio de Janeiro em 2018, chorou ao ratificar, na terça (5), a entrada do Rio no regime de recuperação fiscal.

Não é preciso ir ao fundo do baú para relembrar alguns escândalos ligados a Cesar Maia quando prefeito. Outros casos ainda estão sendo investigados. Mas os  Maia são espertos. Por exemplo: em 2012, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio dos bens do ex-prefeito, para garantir a devolução aos cofres públicos de dinheiro desviado em obras superfaturadas.Mas pode-se até perguntar "que bens?", já que Cesar Maia declarou patrimônio zero à Justiça Eleitoral quando se lançou candidato ...Continue lendo aqui

domingo, 10 de setembro de 2017

Doria instala portões no Minhocão para proibir acesso de pedestres à noite



A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de João Doria (PSDB), começou a instalar portões que vão limitar o acesso de pedestres ao parque Minhocão durante a noite.

A administração municipal não informou quando os portões começarão a ser usados nem qual o horário em que os portões serão fechados e reabertos nos finais de semana.

Fechado aos sábados a partir das 15h, durante todo o domingo e nos dias de semana das 21h30 às 6h30, o elevado João Goulart, no centro de São Paulo, se tornou oficialmente um parque da cidade em março do ano passado, durante a gestão Fernando Haddad (PT). Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

Advogado de Joesley e Janot se encontram em bar após pedido de prisão




O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o advogado de Joesley Batista, Pierpaolo Bottini, se encontraram em um bar em Brasília no sábado (9), um dia depois de a Procuradoria pedir a prisão do cliente dele e de outro delator do grupo, Ricardo Saud.

Bottini confirmou à Folha o encontro. O advogado assinou a petição protocolada no Supremo, após o pedido de prisão feito por Janot, em que colocou o passaporte de Joesley à disposição e pediu audiência com o ministro Edson Fachin, que decretou a prisão do empresário e de Saud.

Na segunda-feira (4), o procurador-geral anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades e omissões nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam possível atuação de Marcelo Miller no acordo de delação quando ainda era procurador -ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.(Folha)  Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

Empresário nega propina em caso do terreno do Instituto Lula



O empresário Dermeval de Souza Gusmão Filho, dono da construtora DAG, negou, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que a operação para a compra de um terreno onde seria construído o Instituto Lula tenha envolvido pagamento de propina. Ele é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de ter sido "laranja" da Odebrecht na compra do espaço.

Ao falar durante duas horas, em Curitiba, ele afirmou que o negócio proposto pela Odebrecht era de interesse de sua empresa. Gusmão chegou a comprar, por R$ 7,1 milhões, o terreno na zona sul de São Paulo onde seria erguido o prédio, mas a obra não se concretizou e ele diz ter saído com prejuízo. Mas para o MPF, a aquisição da área teve dinheiro do "Setor de Operações Estruturadas", o departamento de propina da Odebrecht.

O empresário disse que adquiriu o terreno e descreveu a operação como um investimento comum no mercado da construção civil. Ele afirmou que foi procurado por Paulo Melo, ex-diretor-superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, com uma "oportunidade de negócio" que lhe interessou.

Gusmão disse que só depois o empreiteiro Marcelo Odebrecht lhe contou que o objetivo era construir no local a sede da entidade ligada a Lula. Pelo acordo, a DAG faria a obra e depois a venderia para o instituto ou a alugaria. A Odebrecht, de acordo com o depoimento, não queria comprar o terreno porque se tratava de um "negócio pequeno" e sua aparição como interessada na compra da área poderia levar os proprietários a aumentarem o preço.

Ainda segundo Gusmão, a construtora queria evitar "exposição política", com o risco de "colar" sua imagem à de Lula. Além disso, "a tomada de frente da Odebrecht poderia inibir a boa vontade de outros grupos empresariais", disse Gusmão, numa referência à busca de doações que seria feita para viabilizar a obra e a implementação da entidade.

Polícia Federal prende em casa ex-deputado foragido há mais de um ano



Considerado foragido pela Justiça desde março de 2016, o ex-deputado estadual de Rondônia Marcos Donadon foi preso pela Polícia Federal no fim da tarde dessa sexta-feira (9). Ele foi capturado em um lugar inusitado: a sua própria residência em Porto Velho. Marcos é casado com a deputada estadual Rosângela Donadon.

Os crimes atribuídos a Marcos Donadon foram descobertos em 2006 na Operação Dominó, que investigou desvios na Assembleia Legislativa de Rondônia e resultou na prisão de 20 pessoas ligadas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo a denúncia, cerca de R$ 70 milhões foram desviados por meio de contratos fraudulentos.

Marcos é irmão do ex-deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), preso no exercício do mandato em 2013, para cumprir pena de mais de 13 anos de prisão. Natan foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também pelas irregularidades na Assembleia Legislativa.

O ex-deputado estadual foi condenado por crimes de peculato e formação de quadrilha. Ele presidiu a Assembleia entre 1995 a 1999. Foi condenado a 19 anos e cinco meses de prisão por formação de quadrilha e peculato – pena reduzida em 2015, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para 13 anos e 11 meses.

Os processos contra Marcos Donadon e demais réus da Dominó foram julgados em 2008, mas os acusados recorreram. A decisão, porém, foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do estado. Em março do ano passado, com base no entendimento do Supremo de que as prisões podem ser decretadas após condenação em segunda instância, a Justiça determinou a prisão definitiva dos acusados.

O ex-deputado estadual, porém, não se apresentou nem foi localizado pelos policiais. Ele não foi o único foragido. Em abril deste ano o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Rondônia e a Polícia Federal localizaram e prenderam a ex-deputada Ellen Ruth Cantanhede Salles Rosa.

Família unida

A família Donadon tem sérios problemas com a Justiça. Os irmãos Marcos, Melkizedeck e Natan e os primos deles Ângelo e Marlon estão impedidos de disputar qualquer cargo público. Todos foram barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Eles foram condenados em segunda instância pela Justiça por vários crimes contra a administração pública quando ocupavam cargos como prefeito, vereador, deputado ou mesmo dirigiam instituições estatais em Rondônia. Desde que chegaram a Rondônia, vindos do Paraná, em 1973, os Donadon exercem o poder de fato nas cidades de Vilhena e Colorado do Oeste, no Sul do estado.  Leia também aqui: O 'trem da alegria' para a China e mais uma jornada de vergonha para Temer no exterior.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Lúcio Funaro cita propina de R$ 13,5 milhões a Temer



O doleiro Lúcio Funaro teria afirmado, em sua delação, que o presidente Michel Temer "sempre soube" de todos os esquemas tocados pelo ex-deputado Eduardo Cunha. “Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, acusa Funaro. As informações são da revista Veja.

O delator teria citado dois repasses a Temer. Um deles, de R$ 1,5 milhão, veio do grupo Bertin. O segundo, em 2014, saiu de um acerto com a JBS. Segundo a reportagem, Funaro conta ter intermediado um pagamento de R$ 7 milhões da JBS que tinha como destinatários Temer, Cunha e o ministro da Agricultura na ocasião, Antônio Andrade.

Ainda segundo a revista, o presidente teria também intermediado um pagamento de R$ 5 milhões de Henrique Constantino, do Grupo Constantino, à campanha do então deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012. No total, os valores citados somam R$ 13,5 milhões.

A reportagem afirma que o doleiro admite nunca ter conversado sobre dinheiro diretamente com Temer, “pois essa interface era feita por Eduardo Cunha”, mas declara que era informado por Cunha sobre as divisões da propina.

Homologação

O ministro Luiz Edson Fachin, relator dos casos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, na terça-feira (5), a delação de Lúcio Funaro. Considerado por investigadores da Operação Lava Jato como operador de propinas do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria narrado fatos envolvendo também outros políticos do PMDB da Câmara. Ele está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Com a homologação, caberá a PGR usar os fatos delatados pelo empresário nas investigações envolvendo os processos a que o colaborador está envolvido, podendo basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer.

Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal (PF) – Greenfield, Sépsis e a Cui Bono – que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS.

Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Temer é recebido com vaias no desfile do 7 de setembro


O evento custou aos cofres públicos cerca de R$ 790 mil, R$ 300 mil a menos do que em 2016

O ilegítimo e golpista Michel Temer foi recebido sob fortes vaias, na manhã desta quinta-feira (7/9), no desfile do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios. Temer, achando que estava abafando chegou às 9h acompanhado da  Marcela Temer, e o filho mais novo, Michelzinho. A família subiu ao palanque onde esperam a chegada de vários ministros. Temer dispensou o carro aberto e a faixa presidencial.Mas o povo não dispensou as vaias que correram soltas até o povo cansar

Compareceram também ao evento os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e a advogada geral da União, Grace Mendonça. Além deles, os presidentes do Congresso, Eunicio Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia. De autoridades do Distrito Federal, só está no local o governador Rodrigo Rollemberg, acompanhado da esposa, Márcia Rollemberg.

Em meio à crise econômica em que vive o país, o desfile cívico militar custou cerca de R$ 790 mil, para os cofres público. Dinheiro dos nossos impostos, que deveria estar sendo gasto com coisa muito mais util.