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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Se havia uma quadrilha, ela estava no PMDB e no Planalto



Ex-ministro Bresser-Pereira diz que condenação de Lula era inevitável

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira afirmou na tarde desta quarta-feira (12) que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era inevitável e que o juiz Sérgio Moro não tinha outra alternativa, apesar de o crime não existir, ainda segundo Bresser.

"Moro como líder da operação Lava Jato, e os procuradores da força tarefa de Curitiba adotaram conjuntamente uma estratégia política quando iniciaram essa operação. Para obter o apoio da mídia e das elites econômicas, eles decidiram centrar fogo em Lula e no PT", escreveu Bresser-Pereira, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Bresser disse ainda que o juiz federal Sergio Moro, responsável pela sentença de 9 anos e seis meses, não podia "trair" seus "companheiros". Segundo o ex-ministro, a estratégia de Moro deu certo inicialmente, mas, passado mais de um ano, "começou a desmoralizar".

"A estratégia se esvaziou definitivamente, porque ficou claro que os outros partidos, especialmente o PMDB, e vários dos principais líderes desse partido e do PSDB estavam ainda mais envolvidos na corrupção do que os líderes do PT. Se havia uma quadrilha, ela estava no PMDB e no Planalto. Ao mesmo tempo, se tornou evidente que Lula não se envolvera pessoalmente na corrupção. Mas Moro não podia “trair” seus companheiros, e condenou Lula. Ao fazê-lo, envergonhou a Justiça brasileira", afirmou Bresser.

Advogado, economista, professor emérito da FGV-SP e livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), Bresser-Pereira foi ministro por três vezes, duas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, no qual ocupou o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado (1995-1998) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (1999). Foi ainda ministro da Fazenda (1987), durante o governo Sarney, no qual implementou o Plano Bresser. O economista presidiu o Banco do Estado de São Paulo e foi secretário da Casa Civil, durante o governo de André Franco Montoro. Leia ainda: Delatados, Partidos mudam de nome, excluem o 'P' e querem ser chamados de movimento

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